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	<title>Comentários sobre: Literatura Modernista com Alcântara Machado e Manuel Bandeira</title>
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		<title>Por: kamilla.letras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kamilla.letras]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2015 22:19:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[1. Sim, MANUEL BANDEIRA reconhece, já em 1919, a existência de uma ?revolução modernista?, iniciada pela geração paulista da qual participavam Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Menotti Del Picchia entre outros. Desta forma, Manuel Bandeira é quem primeiro assume a nova estética, ainda que nunca se tenha ligado diretamente a nenhum programa definido nem se tenha prendido a compromissos.


CARACTERÍSTICAS DE MANUEL BANDEIRA

-- uma coloquialidade, uma escrita nova que não deve passar despercebida.

2. CONTO &quot;Gaetaninho&quot; - conto de abertura da obra abaixo traz um desejo de retratar a realidade social, urbana, comportamental e psicológica do começo do século XX, em São Paulo, focando o dia a dia dos integrantes da classe operária, principalmente os de origem italiana, introduzindo uma modernidade na arte literária.


CARACTERÍSTICAS DE ESTILO:

A revolução modernista literária desse conto encontra-se na divisão em cinco cenas, característica notadamente cinematográfica, dada pelo corte narrativo existente de uma cena para outra, introduzindo uma nova situação, em um tempo e espaço também novos. Essa superposição de cenas compõe o todo como uma colagem, como se o narrador estive com uma câmera fotografando cena por cena.

Através do uso da pontuação como recurso de reprodução de traços rítmicos e melódicos da linguagem coloquial e de frases breves, o autor, à maneira da linguagem jornalística ou radiofônica, narra com observação pormenorizada os eventos ligados ao universo da personagem Gaetaninho, reunindo flashes da vida urbana dos italianos e paulistas, para marcar a influência da imigração e da miscigenação racial, na constituição da sociedade paulistana, em franco processo de crescimento.

3. VOU-ME embora pra Pasárgada

Levado pelo desprendimento de adentrar-me no texto do poeta MANUEL BANDEIRA buscando vivenciar cada verso do &quot;Vou-me embora pra Pasárgada&quot;, fui-me embora literalmente deleitando-me do presente, enquanto perscrutador da obra em si; do passado, enquanto marcas da tradição presentes no texto; e do futuro na perspectiva do afã e do sonho do poeta de evadir-se para o longe como fuga da realidade. Tal fato consegue qualquer bom e atento leitor. E você? Conseguiu?

Assim sendo, desvenda-se nessa viagem à Pasárgada, traços de modernidade e da tradição, bem como algumas contradições, ironias e paradoxos que o poeta Bandeira trabalha quão sábia e poeticamente.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>1. Sim, MANUEL BANDEIRA reconhece, já em 1919, a existência de uma ?revolução modernista?, iniciada pela geração paulista da qual participavam Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Menotti Del Picchia entre outros. Desta forma, Manuel Bandeira é quem primeiro assume a nova estética, ainda que nunca se tenha ligado diretamente a nenhum programa definido nem se tenha prendido a compromissos.</p>
<p>CARACTERÍSTICAS DE MANUEL BANDEIRA</p>
<p>&#8212; uma coloquialidade, uma escrita nova que não deve passar despercebida.</p>
<p>2. CONTO &#8220;Gaetaninho&#8221; &#8211; conto de abertura da obra abaixo traz um desejo de retratar a realidade social, urbana, comportamental e psicológica do começo do século XX, em São Paulo, focando o dia a dia dos integrantes da classe operária, principalmente os de origem italiana, introduzindo uma modernidade na arte literária.</p>
<p>CARACTERÍSTICAS DE ESTILO:</p>
<p>A revolução modernista literária desse conto encontra-se na divisão em cinco cenas, característica notadamente cinematográfica, dada pelo corte narrativo existente de uma cena para outra, introduzindo uma nova situação, em um tempo e espaço também novos. Essa superposição de cenas compõe o todo como uma colagem, como se o narrador estive com uma câmera fotografando cena por cena.</p>
<p>Através do uso da pontuação como recurso de reprodução de traços rítmicos e melódicos da linguagem coloquial e de frases breves, o autor, à maneira da linguagem jornalística ou radiofônica, narra com observação pormenorizada os eventos ligados ao universo da personagem Gaetaninho, reunindo flashes da vida urbana dos italianos e paulistas, para marcar a influência da imigração e da miscigenação racial, na constituição da sociedade paulistana, em franco processo de crescimento.</p>
<p>3. VOU-ME embora pra Pasárgada</p>
<p>Levado pelo desprendimento de adentrar-me no texto do poeta MANUEL BANDEIRA buscando vivenciar cada verso do &#8220;Vou-me embora pra Pasárgada&#8221;, fui-me embora literalmente deleitando-me do presente, enquanto perscrutador da obra em si; do passado, enquanto marcas da tradição presentes no texto; e do futuro na perspectiva do afã e do sonho do poeta de evadir-se para o longe como fuga da realidade. Tal fato consegue qualquer bom e atento leitor. E você? Conseguiu?</p>
<p>Assim sendo, desvenda-se nessa viagem à Pasárgada, traços de modernidade e da tradição, bem como algumas contradições, ironias e paradoxos que o poeta Bandeira trabalha quão sábia e poeticamente.</p>
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