Machado de Assis – vendedor de doces

Joaquim Maria Machado de Assis, com certeza esses dois últimos nomes são familiares para a esmagadora maioria das pessoas que passam pelo ensino médio Brasileiro, o que não é para menos, já que Machado de Assis é considerado o maior nome da literatura nacional, escritor de romances, contos, poesia, crônicas, criticas, teatro, e diversos outros estilos, passando por praticamente todos os gêneros da literatura.

Apesar de seu vasto currículo, Machado de Assis não foi um homem de diplomas e estudos refinados da alta classe, filho de um operário e uma dona de casa, criado em região pobre do Rio de Janeiro, o escritor carioca frequentou regularmente apenas o primário e em ensino público. Porém sempre demonstrou fácil aprendizado e muito interesse pelo conhecimento. Ainda criança enquanto servia a igreja da N. S. Lampadosa como coroinha, aprendeu Latin com um vigário e francês com um padeiro migrante.

Machado nascido em 21 de junho de 1839, perdeu sua mãe Maria Leopoldina Machado de Assis, ainda muito jovem. Foi criado pelo Pai Francisco José de Assis e a madrasta, Maria Inês. Quando tinha doze anos de idade, seu pai faleceu e sua madrasta diante de dificuldades financeiras passou a trabalhar como doceira, Assis a ajudava vendendo os doces em colégios e o contato com professores foi fundamental para seu ganho de conhecimentos e formação autodidata.

Com 15 anos Machado de Assis publicou seus primeiros poemas na revista Marmota Fluminense, editada pela livraria Paulo Brito, que na época revelava novos talentos. Os poemas publicados “Ela” e “A Palmeira” foram tão bem recebidos que Assis foi chamado para ser colaborador fixo da revista.

Um ano depois conseguiu emprego na Imprensa nacional como aprendiz de tipógrafo, e em 1858 voltou para revista como revisor e escreveu também para diversas outras revistas e jornais. Posteriormente o escritor ocupou diversos cargos públicos.

Machado desde então publicou inúmeros livros, em sua fase romancista podemos destacar as obras Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). Nesses títulos o amor e os relacionamentos são os principais temas tratados.
Após essa fase Assis traçou uma linha realista em suas obras, abrindo espaço para questões psicológicas dos personagens, retratando muito bem as características do realismo literário, fazendo analises profundas e realistas do ser humano. Dentro das obras que carregam essas características destacaram-se: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908). Suas obras além de enxerem os olhos de muitos leitores serviram de imensa inspiração para diversos outros grandes escritores, o estilo de Machado narrar as histórias, seja em prosa ou em contos, é admirado por muitos.

Outro importante marco de Machado de Assis foi a sua grande participação na organização da Academia brasileira de Letras, inaugurada em 1987, participação essa reconhecida através de sua nomeação como presidente perpétuo dessa instituição que tem o objetivo de tratar de questões relativas a língua e a literatura do Brasil, fato esse somado a sua expressiva contribuição intelectual já informada, fica evidente os motivos que o tornaram um ícone da literatura nacional.

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