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	<title>Comentários sobre: Qual é o eu lirico do poema de Paulo Leminski? parece ser o poeta</title>
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		<title>Por: kamilla.letras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kamilla.letras]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2015 18:57:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sua dúvida é sobre o tipo de gênero lírico ou o eu-lírico? Estamos falando de coisas diferentes! A denominação &quot;gênero lírico&quot; vem de lira, instrumento musical que acompanhava os cantos dos gregos. Por muito tempo, até o final da Idade Média, as poesias eram feitas para serem cantadas. Nas obras líricas notamos o predomínio dos sentimentos, da emoção, o que as torna subjetivas. O eu lírico é o próprio sentimento do poeta naquela poesia. Pertencem a este gênero os poemas em geral, destacando-se: · Ode e hino: os dois nomes vêm da Grécia e significam canto. Ode é mais a poesia entusiástica, de exaltação. Hino é a poesia destinada a glorificar a pátria ou dar louvores às divindades. · Elegia: é a poesia de um canto lírico de tom triste. Fala de acontecimentos tristes ou da morte de alguém. O “Cântico do Calvário”, de Fagundes Varela, é, sem dúvida, a mais famosa elegia da literatura brasileira, inspirada na morte prematura de seu filho. · Idílio e écloga: são poesias pastoris, bucólicas. A écloga difere do idílio por apresentar diálogo. · Epitalâmio: poesia feita em homenagem às núpcias de alguém. · Sátira: poesia que se propõe corrigir os defeitos humanos, mostrando o ridículo de determinada situação. Quanto ao aspecto formal, as poesias podem apresentar forma fixa ou livre. Das poesias de forma fixa, a que resistiu ao tempo, aparecendo até nossos dias, foi o soneto, uma composição poética de 14 versos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. Apresenta sempre uma métrica - mais usualmente, versos decassílabos e versos alexandrinos - e uma rima. Já o &quot;eu lírico&quot; é um termo usado na literatura para demonstrar o pensamento geral daquele que está narrando o texto. A junção de todos os sentimentos, expressões, opiniões e críticas feitas pela pessoa superior ao texto, que, no caso, seria o narrador e/ou a pessoa central ao qual o texto está se referindo. &quot;O eu poético&quot; é o mesmo de &quot;eu lírico&quot;. Refere-se, geralmente, à pessoa que escreveu o texto. Na realidade, é o personagem do texto. Por exemplo, nem sempre um poeta escreve o que realmente sente, o que parece que ele está sentindo naquele poema específico, é o sentimento do eu lírico, ou eu poético e não do poeta, a pessoa que escreveu. No texto de Leminski, há uma relação que se estabelece entre os dois personagens ao reforçar a solidão de um deles (a pequena estrela) e a comoção do outro (a Lua). A princípio, parece que o filme será divertido. Observe as palavras &quot;engraçado&quot; e &quot;namorado&quot;. No entanto, as palavras &quot;pequena&quot; e &quot;pena&quot;, na segunda estrofe,&quot;sozinha&quot; e &quot;tinha&quot; e &quot;ela&quot; e &quot;janela&quot;, na terceira estrofe, caracterizam a solidão da estrela. Na última estrofe, &quot;triste&quot; e &quot;insiste&quot;, &quot;amor&quot; e &quot;favor&quot; mostram a comoção da Lua pela situação vivida pela estrela. 
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Sua dúvida é sobre o tipo de gênero lírico ou o eu-lírico? Estamos falando de coisas diferentes! A denominação &#8220;gênero lírico&#8221; vem de lira, instrumento musical que acompanhava os cantos dos gregos. Por muito tempo, até o final da Idade Média, as poesias eram feitas para serem cantadas. Nas obras líricas notamos o predomínio dos sentimentos, da emoção, o que as torna subjetivas. O eu lírico é o próprio sentimento do poeta naquela poesia. Pertencem a este gênero os poemas em geral, destacando-se: · Ode e hino: os dois nomes vêm da Grécia e significam canto. Ode é mais a poesia entusiástica, de exaltação. Hino é a poesia destinada a glorificar a pátria ou dar louvores às divindades. · Elegia: é a poesia de um canto lírico de tom triste. Fala de acontecimentos tristes ou da morte de alguém. O “Cântico do Calvário”, de Fagundes Varela, é, sem dúvida, a mais famosa elegia da literatura brasileira, inspirada na morte prematura de seu filho. · Idílio e écloga: são poesias pastoris, bucólicas. A écloga difere do idílio por apresentar diálogo. · Epitalâmio: poesia feita em homenagem às núpcias de alguém. · Sátira: poesia que se propõe corrigir os defeitos humanos, mostrando o ridículo de determinada situação. Quanto ao aspecto formal, as poesias podem apresentar forma fixa ou livre. Das poesias de forma fixa, a que resistiu ao tempo, aparecendo até nossos dias, foi o soneto, uma composição poética de 14 versos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. Apresenta sempre uma métrica &#8211; mais usualmente, versos decassílabos e versos alexandrinos &#8211; e uma rima. Já o &#8220;eu lírico&#8221; é um termo usado na literatura para demonstrar o pensamento geral daquele que está narrando o texto. A junção de todos os sentimentos, expressões, opiniões e críticas feitas pela pessoa superior ao texto, que, no caso, seria o narrador e/ou a pessoa central ao qual o texto está se referindo. &#8220;O eu poético&#8221; é o mesmo de &#8220;eu lírico&#8221;. Refere-se, geralmente, à pessoa que escreveu o texto. Na realidade, é o personagem do texto. Por exemplo, nem sempre um poeta escreve o que realmente sente, o que parece que ele está sentindo naquele poema específico, é o sentimento do eu lírico, ou eu poético e não do poeta, a pessoa que escreveu. No texto de Leminski, há uma relação que se estabelece entre os dois personagens ao reforçar a solidão de um deles (a pequena estrela) e a comoção do outro (a Lua). A princípio, parece que o filme será divertido. Observe as palavras &#8220;engraçado&#8221; e &#8220;namorado&#8221;. No entanto, as palavras &#8220;pequena&#8221; e &#8220;pena&#8221;, na segunda estrofe,&#8221;sozinha&#8221; e &#8220;tinha&#8221; e &#8220;ela&#8221; e &#8220;janela&#8221;, na terceira estrofe, caracterizam a solidão da estrela. Na última estrofe, &#8220;triste&#8221; e &#8220;insiste&#8221;, &#8220;amor&#8221; e &#8220;favor&#8221; mostram a comoção da Lua pela situação vivida pela estrela. </p>
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