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	<title>Professores Online &#187; lala20carlos</title>
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		<title>O AMOR POR ENTRE O VERDE, de Vinícius de Moraes</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2015 21:34:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[lala20carlos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
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		<description><![CDATA[A solidão termina quando encontramos o amor ou começa quando o amor acaba? O AMOR POR ENTRE O VERDE, de Vinícius de Moraes Não é sem frequência que, à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A solidão termina quando encontramos o amor ou começa quando o amor acaba?<br />
O AMOR POR ENTRE O VERDE, de Vinícius de Moraes<br />
Não é sem frequência que, à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que<br />
vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é uma menina<br />
de uns treze anos, o corpo elástico metido nuns blue jeans e num suéter folgadão, os cabelos<br />
puxados para trás num rabinho-de-cavalo que está sempre a balançar para todos os lados; ele, um<br />
garoto de, no máximo, dezesseis, esguio, com pastas de cabelo a lhe tombar sobre a testa e um ar<br />
de quem descobriu a fórmula da vida. Uma coisa eu lhe asseguro: eles são lindos, e ficam<br />
montados, um em frente ao outro, no corrimão da colunata, os joelhos a se tocarem, os rostos a se<br />
buscarem a todo momento para pequenos segredos, pequenos carinhos, pequenos beijos. São, na<br />
extrema juventude, a coisa mais antiga que há no parque, incluindo velhas árvores que por ali<br />
espalham sua verde sombra; e as momices e brincadeiras que se fazem dariam para escrever todo<br />
um tratado sobre a arqueologia do amor, pois têm uma tal ancestralidade que nunca se há de saber<br />
a quantos milênios remontam.<br />
Eu os observo por um minuto apenas para não perturbar-lhe os jogos de mão e misteriosos<br />
brinquedos mímicos com que se entretêm, pois suspeito de que sabem de tudo o que se passa à sua<br />
volta. Às vezes, para descansar da posição, encaixam-se os pescoços e repousam os rostos um<br />
sobre o ombro do outro, como dois cavalinhos carinhosos, e eu vejo então os olhos da menina<br />
percorrerem vagarosamente as coisas em torno, numa aceitação dos homens, das coisas e da<br />
natureza, enquanto os do rapaz mantêm-se fixos, como a perscrutar desígnios. Depois voltam à<br />
posição inicial e se olham nos olhos, e ela afasta com a mão os cabelos de sobre a fronte do<br />
namorado, para vê-lo melhor, e sente-se que eles se amam e dão suspiros de cortar o coração. De<br />
repente o menino parte para uma brutalidade qualquer, torce-lhe o pulso até ela dizer-lhe o que ele<br />
quer ouvir, e ela agarra-o pelos cabelos, e termina tudo, quando não há passantes, num longo e<br />
meticuloso beijo.<br />
Eu os observo por um minuto apenas para não perturbar-lhe os jogos de mão e misteriosos<br />
brinquedos mímicos com que se entretêm, pois suspeito de que sabem de tudo o que se passa à sua<br />
volta. Às vezes, para descansar da posição, encaixam-se os pescoços e repousam os rostos um<br />
sobre o ombro do outro, como dois cavalinhos carinhosos, e eu vejo então os olhos da menina<br />
percorrerem vagarosamente as coisas em torno, numa aceitação dos homens, das coisas e da</p>
<p> COLÉGIO XIX DE MARÇO<br />
 excelência em educação<br />
1ª PS/ Português/ Paula Querino/ Página 2<br />
natureza, enquanto os do rapaz mantêm-se fixos, como a perscrutar desígnios. Depois voltam à<br />
posição inicial e se olham nos olhos, e ela afasta com a mão os cabelos de sobre a fronte do<br />
namorado, para vê-lo melhor, e sente-se que eles se amam e dão suspiros de cortar o coração. De<br />
repente o menino parte para uma brutalidade qualquer, torce-lhe o pulso até ela dizer-lhe o que ele<br />
quer ouvir, e ela agarra-o pelos cabelos, e termina tudo, quando não há passantes, num longo e<br />
meticuloso beijo.<br />
Que será, pergunto-me eu em vão, dessas duas crianças que tão cedo começam a praticar os<br />
ritos do amor? Prosseguirão se amando, ou de súbito, na sua jovem incontinência, procurarão o<br />
contato de outras bocas, de outras mãos, de outras mãos, de outros ombros? Quem sabe se<br />
amanhã, quando eu chegar à janela, não verei um rapazinho moreno em lugar do louro ou uma<br />
menina com a cabeleira solta em lugar dessa com os cabelos presos?<br />
E se prosseguirem se amando, pergunto-me novamente em vão, será que um dia se casarão<br />
e serão felizes? Quando, satisfeita a sua jovem sexualidade, se olharem nos olhos, será que<br />
correrão um para o outro e se darão um grande abraço de ternura? Ou será que se desviarão o<br />
olhar, para pensar cada um consigo mesmo que ele não era exatamente aquilo que ela pensava e<br />
ela era menos bonita ou inteligente do que ele a tinha imaginado?<br />
É um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser<br />
verdadeiramente amado… Esqueço o casalzinho no parque para perder-me por um momento na<br />
observação triste, mas fria, desse estranho baile de desencontros, em que frequentemente aquela<br />
que devia ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no<br />
entanto, passou por ela sem que ela o soubesse, suas mãos sem querer se tocaram, eles olharamse<br />
nos olhos por um instante e não se reconheceram.<br />
E é então que esqueço de tudo e vou olhar nos olhos de minha bem-amada como se nunca a<br />
tivesse visto antes. É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não<br />
vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre<br />
os braços eu me crucifico neles banhado em lágrimas de ternura; e sei que mataria friamente quem<br />
quer que lhe causasse dano; e gostaria que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos<br />
dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos mirando muito além das<br />
estrelas.<br />
1ª Questão: (6,0)<br />
a)Observe o quadro abaixo. Ele traz o significado de algumas palavras do texto Em seguida,<br />
reescreva as frases empregando estes significados para substituir as palavras ou expressões em<br />
destaque. (2,0)<br />
1- De repente, repentinamente, subtamente<br />
2- Caretas,trejeitos, mímicas<br />
3- Garanto, declaro com certeza<br />
4- Falta de contenção, sensualidade<br />
5- Jovens, namorados<br />
6- Inutilmente<br />
7- Origem<br />
8- Frequentemente,constantemente<br />
a)”Não é sem freqüência que [&#8230;] chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos [&#8230;]<br />
________________________________________________________________________________<br />
________________________________________________________________________________<br />
b) “Uma coisa eu lhes asseguro: eles são lindos[&#8230;]<br />
________________________________________________________________________________<br />
________________________________________________________________________________<br />
c)”[&#8230;] as momices e brincadeiras que se fazem dariam para escrever um tratado sobre a<br />
arqueologia do amor[&#8230;]”<br />
________________________________________________________________________________<br />
________________________________________________________________________________<br />
1ª PS/ Português/ Paula Querino/ Página 3<br />
d)”[&#8230;] pergunto-me novamente em vão, será que um dia de casarão e serão felizes?”<br />
________________________________________________________________________________<br />
________________________________________________________________________________<br />
e) “Prosseguirão se amando, ou de súbito, na sua jovem incontinência, procurarão o contato de<br />
outras bocas, de outras mãos, de outros ombros?”<br />
________________________________________________________________________________<br />
________________________________________________________________________________<br />
b) Relacione os adjetivos que caracterizam os substantivos do texto com outros com sentido<br />
semelhante: (2,0)<br />
(a) corpo elástico ( ) delgado, longilíneo<br />
(b) garoto esguio ( ) eternos, indestrutíveis<br />
(c) maticuloso beijo ( ) flexível<br />
(d) olhos indecomponíveis ( ) prolongado, demorado<br />
c) Onde se encontra o narrador e o que ele observa a partir desse local? (2,0)<br />
________________________________________________________________________________<br />
________________________________________________________________________________<br />
________________________________________________________________________________<br />
________________________________________________________________________________<br />
2ª Questão: (2,0): No texto, o narrador reflete a respeito do futuro dos jovens namorados.<br />
Podemos dizer que:<br />
a) O narrador considera que o amor daqueles jovens será eterno.<br />
b) O narrador imagina que os jovens perderão o interesse um pelo outro.<br />
c) O narrador tem certeza de que eles continuarão se amando.<br />
d) O narrador não sabe se eles continuarão se amando ou se eles perderão o interesse um pelo<br />
outro nos próximos dias.<br />
e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta em relação ao texto. </p>
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